quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Talvez

By Kardo Bestilo
03.08.2016 | Luanda

As palavras podem ser muito intuitivas ou abrir as portas da imaginação de um escritor/poeta como uma escada para o palco da imaginação ou criação.

O Poeta vê as palavras como imagens no seu processo de criação o que acaba por uma imagem chamar por outra e assim por diante, naturalmente que o processo não é necessariamente taxativo para cada criador.  

A palavra "TALVEZ" considero bastante inspiradora, o que podemos chamar de palavra de força, na minha escrita e forma de ver a vida. Naturalmente que há outras como "Oxalá" que gritam no meu interior em cada cruzamento.

Hoje estava a recordar, apesar de não saber nenhum de cor e salteado, alguns Poema que de alguma forma a imagem de "TALVEZ" aparecem de formas diferentes, mas representando a maneira como vejo a mesma. Para mim acaba por ser aquela palavra que representa a certeza na incerteza, a sensação de sabermos mas ao mesmo tempo existir a grande possibilidade de tudo o que é não ser. Acaba também por ser a plataforma das dúvidas das coisas que ouvimos, vemos, vivemos e como seres pensantes e feitos de emoções acabamos por normalmente no nosso dia-a-dia elevar ao nosso palco das relações pessoais e profissionais.

Num dos Poemas no livro "ControVerso" o "TALVEZ" aparece também na língua de Shakespeare e questiona a possibilidade de casar em maio e, já no outro a razão de ter um coração se me faz sentir e sofrer. Ainda no mesmo livro consta o Poema "Nada" que questiona o nada mas sempre com a opção que a palavra "Talvez" acaba de oferecer a humanidade de poder ponderar e optar. 

Talvez!

Talvez no final apenas seja uma probabilidade ou uma tendência que o Poeta vai apenas escrever quando tiver a viver um momento de emoção quer positiva como quer negativa. O grande desafio no final vai continuar a ser a necessidade de ter vezes suficiente a disciplina que é obrigatória num escritor ou pensador, escrever ou pensar constantemente, assim como é necessária nos atletas de alta competição se quiserem ir além de um "Talvez" e conseguirem um "Sim" de conquistas e medalhas de ouro. 

Fonte da imagem: http://www.tijolaco.com.br

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Uma Década a Levar Arte


"Um Dia tivemos a coragem de dar um passo...
... e seguiram-se mil e quinhentos passos,
e depois exponêncialmente voaram os passos de tão bem marcar em prol da Humanidade com mais leitura..."

Confesso o que no final tudo isto quer dizer: Não é fácil, não foi fácil e acredito honestamente que nunca será fácil, mas o bom é que é possível ser Levarteano e Fazer Acontecer Arte e o Gosto Pela Leitura entre os Humanos.


Kardo Bestilo

Eu Sou Lev'Arte
Desde 20 de Julho de 2006

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Pensar Lev’Arte em 2014

Kardo Bestilo |Coordenador Geral |Movimento Lev'Arte
8 de Julho de 2014  




Bom dia Amigos e Amigas,
Estamos precisamente no mês do Lev'Arte, o mês em que vamos apagar mais uma velinha desde que em 20 de Julho de 2006 (8 anos) começamos a caminhada que ainda nem ao meio do caminho chegamos com o Objectivo de Incentivar o Gosto pela Leitura e Escrita e Humanizar Através da Arte.
A jornada não tem sido fácil, mas tem sido todo o ponto e centímetro dela prazerosa, e nós acreditamos profundamente que se fosse fácil qualquer um já o faria e não precisariamos de correr por esta causa de "Uma Humanidade Com Mais Leitura".
Ao longo dos anos tivemos muitas oportunidades e parceiros que com o suporte e luz do criador permitiu-nos fazer da nossa máxima "Fazer do Impossível Possível para Acontecer Arte" uma realidade e uma marca Levarteana.
Nós podemos confessar aqui, nós não vimos os oito anos passar, mas as fotos e feitos comprovam que de facto passaram mesmo oito anos, hoje temos em cada um de nós uma pessoa melhor porque no processo de Humanizar Através da Arte acabamos por nos humanizar ainda mais a começar por nós.
Para os próximos quatro anos temos o desafio de conseguir fazer das bibliotecas em escolas públicas uma comodidade, em outras palavras uma coisa comum ou normal, com livros e acessibilidade para os alunos, temos a plena noção que não será fácil assim como em todos os nossos grandes e mesmo pequenos projectos não foram fáceis, mas vamos com base na nossa essência levarteana Fazer Acontecer, porque o que nós fazemos é benéfico para a Humanidade e para o Mundo.
Por "Uma Humanidade Com Mais Leitura" queremos também contar com o seu apoio para podermos receber de si e de cada pessoa que conhece uma simples doação de um livro para "Juntos Construirmos a Nossa Biblioteca em Cada Escola Publica".
O Lev'Arte é cada um de nós que queira um Filho, um Irmão, uma Tia, um Amigo, uma Mãe, um Pai, uma Filha, um Neto, uma Neta com hábitos de Leitura. Eu Sou Lev'Arte desde 2006, e tu?

O país para desenvolver precisa de pessoas que gostem de ler.
As universidades Angolanas para serem referência em Áfrika os estudantes precisam gostar de ler.
As empresas Angolanas para serem competitivas precisam de colaboradores que gostem de ler.
Os nossos alunos para serem os melhores precisam de gostar de ler. 
Eu Amo Ler, e tu?

Movimento Lev'Arte a 8 anos a Incentivar o Gosto pela leitura e escrita na Humanidade. 


Eu Sou Lev'Arte!

segunda-feira, 4 de julho de 2016

The Power Of A Champion - Muhammad Ali

By Kussi Bernardo
10 de jun de 2016

When we are close to the giants we become something that just goes by.One day in 1999 we met a man who never stopped fighting for his believes and other people in need of a hero...
Apesar da sua limitação devido a síndrome de Parkinson na altura a cerca de 17 anos, Muahmmad Ali não deixou de encantar as crianças e ainda demonstrar alguns truques de mágia aquando da sua visita a londres como membro da campanha Jubilee 2000 que visava a redução da dívida de países em vias de desenvolvimento.
Recordo-me de as pessoas em Brixton não acreditarem muito na sua vinda quando distribuiamos os panfletos nos dias antes da actividade, mas inflamarem as ruas de londres e lutarem para estar próximo do campeão que não deixou de espalhar o seu sorriso de um homem que acreditava nas suas palavras e vivia por elas, "A força de vontade deve ser mais forte do que a habilidade."
Alguns pensamentos de Ali:
"O impossível é apenas uma grande palavra usada por gente fraca, que prefere viver no mundo como ele está, em vez de usar o poder que tem para mudá-lo, melhorá-lo. Impossível não é um facto. É uma opinião. Impossível não é uma declaração. É um desafio. Impossível é hipotético. Impossível é temporário. O impossível não existe." "A força de vontade deve ser mais forte do que a habilidade."
"Campeões não são feitos em academias. Campeões são feitos de algo que eles têm profundamente dentro de si — um desejo, um sonho, uma visão."
"Deus não coloca um peso nos ombros de um homem se souber que ele não pode carregá-lo."
"É a repetição de afirmações que leva à crença. E uma vez que a crença torna-se uma convicção profunda, as coisas começam a acontecer."
"O homem que vê o mundo aos 50 anos do mesmo modo que ele via aos 20 anos perdeu 30 anos de sua vida."
"A amizade é a coisa mais difícil do mundo de se explicar. Não é uma coisa que se aprende na escola. Mas, se você não aprendeu o significado da amizade, na verdade você não aprendeu nada."
"O impossível não é um facto, impossível é uma opinião."
Muhammad Ali 

RIP

domingo, 3 de julho de 2016

Acesso ao Conhecimento

Todo o ser humano deve ter acesso ao conhecimento, e a leitura é o nosso pilar para edificar este desiderato...

Lev'Arte é 10

Kardo Bestilo

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Entretanto

By Kardo Bestilo
01 de Julho de 2016


O tempo pode passar e as noites serem de pouco sono depois de sentirmos a vontade e o desejo da manga. Entretanto são as conversas com as pessoas e a vivência em cada nova vida que nos fazem reflectir e deixar novas linhas do pensamento.

Por vezes não vamos saber ou ter a franqueza para poder identificar que conversas e com que pessoas nós vamos abrir o baú da famosa inspiração, mas os nossos filhos e filhas acabam por jogar um papel preponderante no processo.

Um dia no meio de tanta indecisão o meu filho na altura com pouco mais que quatro anos acabou por me ensinar que quando nós não decidimos alguém decide por nós, e o que ajudou-me a ver as coisas de um ponto prático bem diferente.

Outro dia a minha filha ofereceu-me um sermão gratuito de como devo continuar a escrever e o papel da escrita para a humanização e como consequência estou também desde ontem a manter uma nova disciplina de um mínimo de três postes por semana.

Entretanto aqui na banda temos muitos motivos para continuar a trabalhar no incentivo a leitura e levar o conhecimento às comunidades. Por isso o recado é simples e descrito na linha principal ou seja na imagem, precisamos de tomar as decisões de mudança para os maus hábitos, estado de vida e por vezes emocional. Precisamos de decidir mudar e mudar nos actos e no dia-a-dia de formas a adicionarmos mais valores positivos como a leitura e a humanização através da arte.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

O Tempo e o Silêncio

By Kardo Bestilo
30 de Junho de 2016

Antes de ontem uma pessoa amiga enviou-me uma mensagem pelo WhatsApp com uma foto silenciosa do tempo que o meu blog se calou, e para o silêncio da conversa apenas enviou a foto e não disse mais nada.

A imagem falou por mil e quinhentos silêncios em meus dedos e com as pessoas que dedicavam alguns minutos dos seus olhares e pensamentos para ler e pensar sobre os pontos aqui partilhados no passado, e em outros pontos do ponto da minha vida. Para quebrar esse silêncio hoje estou a partilhar em "Minhas Outras Vidas" um pouco dessa conversa que fala do tempo e do silêncio sem no entanto querer chegar a lugar algum se não o de acabar com o mesmo silêncio que faz do tempo a sua melhor e bem construída fortaleza.

Devemos questionar o tal de tempo e silêncio que vezes sem conta consome famílias e organizações, devemos mesmo ir mais longe e fazer o que parece difícil como acontecia antigamente quando os correios ainda não eram electrónicos, e tínhamos que pegar numa folha de papel e caneta, os primeiros momento assim como quando queremos começar a treinar eram mesmo muito difíceis o que fazia com que algumas pessoas ficam-se pela intenção. Mas para o meu espanto, ou que me lembre agora o tempo já corrido,  sempre depois de dar o primeiro passo as ideias, a saudade, a queixa, o lamento, a partilha da dor ou da experiência de vida do momento começavam a correr e em grupos por vezes conflituosos para ocupar o papel, o que permitia escrever as cartas para minha avó, para minha mãe e tias.

O que nos leva para um ponto de interrogação que irá culminar num ponto de exclamação para muitos, será que deveríamos forçar os alunos do ensino primário a escrever mais cartas físicas, ou os alunos do ensino médio a expôr as suas ideias em papel para não nos admirarmos com os alunos universitários não perderem o jeito que deve ser obrigatório de conseguir colocar as suas ideias por escrito, e como consequência termos profissionais que tenham um bom domínio da arte da comunicação ou a competência da comunicação para satisfazer efectivamente o seu ganha pão.

Como foi dito no segundo parágrafo apenas estamos a falar do tempo e silêncio, e não nos interessa aqui neste momento saber da virgulas necessárias para fazer com que as pessoas comecem a olhar para a leitura como um momento em que poderá haver um momento de silêncio frutífero para a sua formação pessoal e desempenho profissional. 

No entanto como o tempo  leva sempre a um ponto final vou deixar o meu desafio pessoal a solta de voltar com as reticências e um tema com um ponto que é a partilha do conhecimento e o papel da leitura em todos os actos do meu respirar...