sábado, 21 de abril de 2012

A Chuva Veio Me Visitar

by Kussi Bernardo


Eram perto das vinte e uma horas da noite de quarta-feira, 21 de Março de 2012, quando finalmente começava a chover em Luanda. Eu tratava dos cães e o meu menino cantava no portão da cozinha "A Chuva Veio Me Visitar Hoje". Achei bastante poético e profundo, pareceu-me ser a primeira vez ouvir a composição nesta forma e ele cantava com um ar calmo.

Pensei então como poderia dar continuidade a sua música com o dote de poesia ou concluir com um poema. As ideias começaram a fluir na minha mente mas as corridas dos minutos e mil e quinhentas outras ocupações acabaram por apagar a poesia que não se cala em mim.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Yuri da Cunha in Your Company

YCYC
by Kussi Bernardo


Não há como duvidar que para actualidade angolana Yuri da Cunha é dos musicos que nasceu profissionalmente após independência de 1975 com mais destaque e capacidade de animar os palcos angolanos e não só. Yuri da Cunha que começou a sua carreira na altura em que o Projecto da Rádio Pío ainda dava a sua contribuição para despertar o talento infantil na música.

Infelizmente hoje a música infantil em angola já não tem o apoio que ostentava na altura do partido único e mesmo durante a assombrosa época em que os irmãos degolavam-se nos campos de batalha.

Hoje as guerras são diferentes e muitas e ao mesmo tempo iguais no final, digo isto porque não há mais a granadas, mas continuam os homens a querer vencer a todo o custo independentemente das suas capacidades, habilidades ou experiências sobre o campo de batalha em que se encontram.

Por esta razão o título ser "Yuri da Cunha in Your Company", porque hoje toda a média e grande empresa tende a ter uma pessoa que gosta de dar o seu show, mas não segue o bom exemplo do Yuri da Cunha que se empenha e investiga para ser o melhor na sua actuação em cada Show.

Já sabes quem é o show man/woman da tua empresa e que pouco consegue contribuir para solidificar o verdadeiro caminho a seguir para uma empresa melhor?

domingo, 25 de dezembro de 2011

O Caminhar dos Tempos

Kussi Bernardo

Sei lá, mas é mesmo devagar que a caminhada anda. Chega-se ao destino, passando por curvas difíceis.

2011 já começa a dar os últimos suspiros, e nós com a iluminação do Criador de toda terra e universo vamos caminhando e marchando com empenho em direcção ao que definimos como sucesso para cada um de nós.

O que aprendemos ao longo da viajem são várias formas de conviver, perdoar, amar e acreditar. Não podemos andar neste mundo sem o que eu chamo de pilares básico: 1. Acreditar e 2. Temer.

Aqui são definidos os limites do jogo da vida, e se comparado há um campo de futebol, estes mesmos pilares são como balizas que delimitam o campo para se jogar em cada uma das extremidades. Devemos acreditar em alguma coisa para caminhar na direcção certa e, temer alguma coisa para nos mantermos dentro do campo e com saúde, respeito ao próximo. O facto de não definir o que chamo de "alguma coisa" deve-se ao facto que as nossas apenas podem ser irmãs e nunca as mesmas.

Independentemente do ano, século, pessoa ou lugar, é crucial que o ser humano queira sempre vencer, recuse-se a ser vencido, ou ainda carregar na boca e mente palavras negativas e desmotivadoras. Não poderemos entrar em 2012 e dizer que estamos sempre a sofrer ou mais ou menos mesmo quando estamos a caminhar ou em condições para caminhar e atingir outros patamares.

Portanto, como em toda a grande viagem por maior que seja, não podemos levar tudo connosco precisamos de deixar ficar algumas coisas. Por exemplo não vamos levar a nossa cama para as nossas férias de sonho, por mais confortável que a nossa querida cama seja.
Na vida também enfrentamos constantemente uma jornada com um fim incerto, e não poderemos atingir os objectivos se não formos flexíveis e deixarmos algumas bagagens para trás. Vamos então juntos e unidos com aqueles que amamos e queremos bem fazer do próximo ano um melhor ano que os outros todos até agora vivido, apesar do que os melhores das nossas vidas sempre acreditamos ter ficado em alguma passagem do passado ou infância, adolescência quando o melhor ano de nossas vidas deve ser sempre o presente e futuro. Afinal de contas tudo o que fazemos e sacrificamos é em prol do futuro melhor para nós e nossos descendentes.



quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Como Estar Desmotivado Sem Desmotivar a Equipa

Kussi Bernardo

Apesar de que muito se tem feito e acreditado que apenas o dinheiro resolve todas as alegrias da vida, a verdade é que os líderes em algum dado momento encontram-se na estrada da Desmotivação, e como todo o líder nesse momento encontra o maior desafio que é o de manter a máquina externa e ambiental ao mesmo tempo que a sua máquina interna emocional encontra-se fora de serviço.

Para os líderes a questão não se prende apenas ao facto de ter que manter a equipa a funcionar, mas também coloca-se a questão de não "na maior parte dos casos" poder ser honesto com a sua equipa e camaradas uma vez que é o líder que exerce o papel do Sol e Lua para nortear ou “sular” os seres que fazem parte da manada.

O que deve então o líder que ainda se encontra sem animo fazer:

1. Continuar a sorrir;

2. Manter uma atitude positiva;

3. Continuar a executar e orientar;

4. Não deixar de ser exigente;

5. Continuar a sonhar e a partilhar sonhos;

6. Não desistir da equipa;

7. Não esquecer que existe para servir o seu sistema;

8. Procurar formas diferentes de fazer as coisas.


Os conselhos aqui partilhados não são de maneira alguma a única ou a solução generalizada, mas são faróis importantes para todo líder que se encontra numa estrada cinzenta.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

3 Décadas de Uma Vida


De acordo com o que se sabe e lê na Wikipédia uma década designa uma série de dez unidades. É também a designação de duas unidades de tempo correspondentes a períodos de dez dias ou de dez anos[1][2]. Neste último caso o termo mais apropriado (por não ser ambíguo) é decénio.



Hoje 21 de Setembro é para mim o fechar de duas décadas medidas por rotações ou mudanças no rumo de vida, e podemos ainda acrescer uma terceira sendo o mês de Setembro. A 21 de Setembro de 1991, aterrávamos nós na Inglaterra, eu, minha mãe e duas irmãs. Para aquilo que começava a ser uma revolução em todos os sentidos de um ser humano.



No nosso caso era a segunda grande mudança, mas desta vez mais consciente e com um impacto emocional muito maior. Alguns anos antes tínhamos sido enviados para Portugal onde ficamos três (3) aparentemente longos anos, eu e a minha irmã. O processo de transferências de vidas podemos aqui denominar, teve certamente o seu choque ao mesmo tempo o seu contributo positivo para a expansão dos sonhos e mentes e forma de ser.



Uma década após ter aterrado na Inglaterra decidi com o meu canudo regressar para as paragens de Nzinga Mbande e Mandume. Com o cair das torres gémeas o estado de saturação apenas cresceu, e no dia 21 de Setembro de 2001 deixei definitivamente Londres.



A terceira possível década refere-se a Setembro de 1981 altura em que começo a frequentar o ensino primário, passando pela pré-kabunga.



E a pergunta da minha irmã Muanha é: O que vai marcar este dia 21 de Setembro de 2011?



Talvez simplesmente este post ou o sucesso das várias acções que tenho estado a desenvolver em busca do tão gostoso "Sucesso".

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Parabéns meu Pai.

Hoje o dia começou com um sonho
Um sonho de alegria e presença
Um sonho com o teu sorriso e amizade

Hoje a vida não é como era e não será como é
Teus ensinamentos permanecem mesmo assim
Carrego as saudades e a vontade de não acreditar
E mesmo não querendo acreditar, não temos como falar
Tornar a verdade de um dia dor em mentira, sonho, pesadelo

No coração, mente e vida interna sempre estarás presente
E onde o quer que estejas ouve o meu grito:
Parabéns meu Pai.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Não Basta Fazer A Minha Parte...

Nas relações humanas sempre ouvimos alguém dizer que "Eu já fiz a minha parte", provavelmente isto é uma reacção que já é regra na realidade que tem a sua origem na infância e simplesmente nega-se a crescer e quanto mais egoísta nós formos mais intensa e rígida é a regra.

Apesar de que do ponto de vista pessoal/individual pode até ser um bom escudo para a sobrevivência ao jogo do amor, ao abuso do irmão preguiçoso, acaba por se tornar depois numa capa de fuga de covardes e maus membros de equipa.

Para os mais atentos já conseguem sentir o impacto desta atitude no mundo laboral, mas só para ilustre o porque é que não podemos carregar esta atitude infantil para o casamento e para a vida profissional eu vou usar um exemplo que todos podemos ver e sentir com alguma facilidade e depois deixo a parte da analogia para cada um, ok?

Por exemplo imaginem que num jogo de futebol do Gira Bola ou Liga dos Campeões e, lembrem-se que acontece, mas voltado ao grito... O meio campista passa a bola para o atacante e o atacante camisola número dez desliza e beija o chão, deixando a menina livre para o oponente. Será que o Meio Campista pode se dar ao luxo de deixar tudo resto acontecer e esperar que aconteça um golo porque ele já fez a sua parte?

Hoje carregados de certezas muitos supostos profissionais chegam ao local do serviço com esta mesma atitude infantil do ponto de vista profissional e limitam-se a fazer a sua pequena parte sem querer saber qual o contributo para o todo que é a organização.

Por isso que eu concordo com a clareza que Richard Templar dá a este tema no seu livro THE RULES OF WORK (As Regras do Trabalho), (Ele defende que estamos todos a fazer dois trabalhos, mas a maior parte de nós está apenas consciente de um deles - o trabalho na mão: atingir as nossas metas de vendas, reduzir o tempo indisponibilidade das maquinas, acelerar as contas de gestão, o que for. O outro trabalho é igualmente maior e vago: fazer a organização trabalhar.)

Por isso eu reforço aqui a Regra Principal do Trabalho:

NÃO BASTA FAZER A MINHA PARTE, PRECISO FAZER A EMPRESA FUNCIONAR.


Kussi Bernardo