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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Até Já Luanda


....

Seriam tantas palavras para dizer sereia
Os museus que ficam e carrego em olhos sérios
Os mares revoltos e ventos de todos votos
As pestanas híbridas de cenas e mesmo castanhas

Oh minha Luanda!
Kianda verde de sonhos que ainda andam
Luzes e paixão que não se calam
Coqueiros e gatas marchando no horizonte

A arte e cultura que navega desde a fonte
Os rios e água de uma brutal e necessária ponte
...

Seriam tantas palavras para chocar a omelete
O coração já não se aguenta nem com a força do colete

... Saudade

Agora e Já'

Por isso até já Luanda

On air, 03/03/2012, Kardo Bestilo

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Minhas Outras Vidas Começou Em Ti


E se as palavras andassem perante meus olhos ...
E se as janelas da humanidade estivessem cantando...
E se eu quisesse dançar na eternidade da paixão...
E se Minhas Outras Vidas começou em ti? 


...



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

My New Book "Minhas Outras Vidas"




SAUDADE
There are so many things I want to say and hear
There are so many things I want to touch in you
But there are very few words to describe...
Like the word Saudade
... Saudade


Os livros já estão a ser vendidos por encomenda pela Editora Acácias tel. 991 123 207 e 991 123 209 ou Livraria Mulemba tel. 991 123 215. A vantagem de comprar por encomenda é que fica mais barato que a compra após o lançamento oficial. Conto convosco para tornarmos este sonho em realidade. #MinhasOutrasVidas

terça-feira, 29 de junho de 2010

A Preguiça é inimiga...

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Pensar para quê?!

segunda-feira, 8 de março de 2010

A Morte Da Família


Aconselha a minha sociedade mãe:

Mãe! Eu vi o fantasma social, a coisa está terrível lá fora

O Mundo está feroz, a sociedade está atroz, a vida está veloz,

Não há mais tempo para comer à mesa,

Passear durante o dia com os nossos filhos.

A rotina casa-trabalho dia-a-dia, dentro e fora,

Altas horas de consumo profissional e financeiro a colonizar-nos.

O ver família e brincar com os filhos virou excursão de museu,

Todos os nossos pilares em relação à família

Já não coadunam! Tudo desagua e sem açúcar!

Meus filhos quando saio e chego estão a dormir,

Sonhando como seria se tivessem uma mãe e 1 pai

Como no nosso tempo, anos setenta princípio de oitenta

E não dá para conciliar entra a necessidade do maldito dinheiro!

Ele, sim! O mesmo que diz que 100 mim Ninguém vive...

Tentamos colmatar, Oh! Minha Mãe!

Alugamos pais:

Um mais um – professores e mais uma colher – babas;

Quero meus pais – creche e rouba se preciso – sociedade...

Não está fácil mãe, não sei como será,

Não sei o que será, como serão meus netos,

Os pais dos meus netos e filhos dos meus netos!...

Porquê, Mãe, Que a vida correu assim!

Agora! Internet, Televisão, Engarrafamento, Individualismo...

Família só dentro de casa e amigos só no dinheiro.

Oh! minha mãe, é preciso resgatar os Valores Morais, Familiares e Sociais,

Senão é a morte da família e a vida vai continuar veloz, Minha mãe!

Não há como parar e teremos de educar a sociedade,

Arranjar tempo para a família e ajudar o próximo,

Mudar políticas de trabalho Já que a velocidade da vida não muda,

Vamos buscar o bom do passado e do presente e dar ao futuro,

Vamos ter um dia: de folga no trabalho,

De visitar a nossa família e passear com os filhos,

De sair com a parceira(o) e não esperar S. Valentim,

Melhorar o que fazemos agora!

Vamos mudar a sociedade, Minha mãe!

O que é preciso custa muito, não será pior continuar assim?

Aconselha-me, minha mãe,

Aconselha a minha sociedade, mãe!...

Luanda 27/02/2005 * Casa 142 - 1.36 pm, in ControVerso by Europress

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Assim

Incrivel é o momento que vivo,
Incrivel é toda a dor e momentos
A luz raiar e a esperança persistir
Os labios desertarem e o sorriso insistir

As lágrimas nadarem em meu mar
Os caracois da ideia confudirem o céu

Assim...

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Mãe da Humanidade & do Mundo


Oh! Mulher!
Excelência da vida, és a rainha da sociedade Geradora da vida!
Mas! Micróbios Musculados atrevem-se a insultar-te!

És quem vejo quando penso

Na minha Mãe – Mulher,
Na minha Irmã – Mulher,
Na minha Esposa – Mulher,
Na minha Filha – Mulher,
Na minha Avó – Mulher!

Mulher é tudo e está em tudo!

Sem mulher não há vida,
Sem mulher ou mãe não há educação,
Sem mulher ou esposa não há estabilidade social,
Sem mulher ou irmã não há amiga mulher,
Sem mulher ou filha não há ciúmes de consciência,
Sem mulher ou avó não há mimos de meninice!

Mesmo assim as fazemos sofrer,
Mesmo assim conseguimos traí-las,
Mesmo assim conseguimos Espancá-las Agredi-las, Violá-las...
Que espécie de seres somos nós? Micróbios Musculados!
Mulher é a base da sociedade,
Quando frágil: sociedade frágil as influências e destruição.

Oh! Mulher, és a razão da nossa existência e gira o mundo!
Mesmo assim por abundares com tuas curvas doces
Micróbios Musculados esquecem teu valor,
Tudo que fazemos é por ti, alteza, tudo para conquistar-te
Guerras acontecem, carros são comprados, casas são adquiridas,
Mesmo assim Micróbios Musculados conseguem abusar-te...
Mas tua fragilidade me fortalece,
Teu sorriso me dá Felicidade,
Teu amor faz meu mundo girar,
Tua existência faz que eu exista!
A ti mulher Eu respeito e amo!
As imitações de homens! Micróbios Musculados,
Vamos educá-los com o tempo e peço desculpa, minha alteza,

És um ser sem igual, no entanto
Teu preço é Amor, Tua etiqueta Compreensão,
Teu forro Carinho, Teu interior Minha Origem,
Nenhuma tristeza apaga isso, nenhum dinheiro paga isso,
Aqui me ajoelho, aqui te agradeço, minha alteza,
A ti mulher, Mãe da Humanidade & do Mundo!

Luanda 27/02/2005 * Casa 142 - 2.20 pm

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Minha TPA


Sem ti
O meu mundo seria mais escuro
O João continuaria teleburro
O meu menino não estaria animado
E como eu, ninguém estaria informado

Sem ti
Não teria lembranças do Finalmente Domingo
O Bom dia Angola e 10/12 não pintariam
Nem mesmo o meu Telejornal sempre a horas
As horas não seriam Quentes e com Flashes
A cultura nacional não teria um Arco-íris
A música não teria Revista ou Nível

Sem ti
As Conversas no Quintal não seriam convergentes
O povo não saberia do futuro emergente
O Lev´Arte não estaria aqui presente
O País não conheceria o seu Presidente

Oh, Sem ti!
33 não seriam anos de liberdade
O Mundo estaria mais distante
A arte, a dança, a escrita, a música
Não pintariam o quadro com criatividade

O meu coração não bateria mais rápido
Quando os palancas marcam golo
As cadeiras não falariam nos smashes

O passado seria enterrado à seco
O nosso andebol não chegaria à todos
Os Ecos e Factos não seriam factos
Os grandes projectos da nação seriam invisíveis

Oh, minha TPA!
Minha luz, minha imaginação tornada realidade
Meu musongue tomado sem vaidade

Oh, minha TPA!
Leva ao Mundo, Angola
Leva a Arte de Angola
O grito de Nzinga Mbande aos 4 ventos do Mundo
Leva como Lev´Arte a paixão de um povo
Humanizando cada um de nós

Oh, minha TPA!
Informa o Mundo

Luanda 18/10/2008 * Casa 142 – 09:59 a.m. * Kardo Bestilo.
Declamado por Milton Clandestino e Tony Capuete na TPA

sábado, 20 de setembro de 2008

A Morte Da Família


Aconselha a minha sociedade mãe:

Mãe! Eu vi o fantasma social, a coisa está terrível lá fora
O Mundo está feroz, a sociedade está atroz, a vida está veloz,
Não há mais tempo para comer à mesa,
Passear durante o dia com os nossos filhos.
A rotina casa-trabalho dia-a-dia, dentro e fora,
Altas horas de consumo profissional e financeiro a colonizar-nos.

O ver família e brincar com os filhos virou excursão de museu,
Todos os nossos pilares em relação à família
Já não coadunam! Tudo desagua e sem açúcar!

Meus filhos quando saio e chego estão a dormir,
Sonhando como seria se tivessem uma mãe e 1 pai
Como no nosso tempo, anos setenta princípio de oitenta
E não dá para conciliar entra a necessidade do maldito dinheiro!
Ele, sim! O mesmo que diz que 100 mim Ninguém vive...
Tentamos colmatar, Oh! Minha Mãe!

Alugamos pais:
Um mais um – professores e mais uma colher – babas;
Quero meus pais – creche e rouba se preciso – sociedade...
Não está fácil mãe, não sei como será,
Não sei o que será, como serão meus netos,
Os pais dos meus netos e filhos dos meus netos!...
Porquê, Mãe, Que a vida correu assim!
Agora! Internet, Televisão, Engarrafamento, Individualismo...

Família só dentro de casa e amigos só no dinheiro.
Oh! minha mãe, é preciso resgatar os Valores Morais, Familiares e Sociais,
Senão é a morte da família e a vida vai continuar veloz, Minha mãe!
Não há como parar e teremos de educar a sociedade,
Arranjar tempo para a família e ajudar o próximo,

Mudar políticas de trabalho Já que a velocidade da vida não muda,
Vamos buscar o bom do passado e do presente e dar ao futuro,
Vamos ter um dia: de folga no trabalho,
De visitar a nossa família e passear com os filhos,
De sair com a parceira(o) e não esperar S. Valentim,
Melhorar o que fazemos agora!
Vamos mudar a sociedade, Minha mãe!
O que é preciso custa muito, não será pior continuar assim?

Aconselha-me, minha mãe,
Aconselha a minha sociedade, mãe!...


Luanda 27/02/2005 * Casa 142 - 1.36 pm


quarta-feira, 23 de julho de 2008

Um Momento Teta


À memória de Alberto Teta Lando

"Negra de carapinha dura
Não estrague o teu cabelo, me jura...
...Aqueles que vovó fazia, pra você."

Oh! Senta em minhas mãos: As lágrimas, a dor, o dom

"Não quero três coisas: Velho, Doente e Pobre"

Escreve a minha afrika
Quando eu já me fui
Das danças e batuques
Nos sons de minhas veias
O girassol fez um adeus

"Agora já posso morrer, Já vi Angola Independente"

Mas minha voz é diamante
Não há silêncio nem serpente
Deixo inspiração e cultura e sementes
Corro em mentes e lembranças
Sou visto mesmo ido
Minha voz veio e não parte

"Não quero três coisas: Velho, Doente e Pobre"

E continua mais longa que beta
Viaja o mundo como cometa
Cai à terra num vento Poeta

E as lágrimas caiem
Minutos de silêncio acontecem
As folhas virgens descrevem

No meu ir tu ficaste, Minha voz convenceu
Um país Teta aconteceu, e prosperou, e amadureceu

E por onde vão os ventos, as lágrimas e esperanças
Haverá sempre uma voz Teta

Um seio afrikano, Uma carapinha dura
Um eu vou voltar, Um assobio meu

Um povo, uma afrika, Uma voz minha, um momento Teta

"Angolano segue em frente"

Luanda 15-07-2008 * Bahia – 10:35 p.m. * Kardo Bestilo

segunda-feira, 24 de março de 2008

The Love Of Silence

Sometimes
Lost I find myself
Looking for nowhere to be found
Mind and body isolating
From the walks of a human world
My soul integrating in stone
Giving my spirit to the sand
And raising on the wind
When all I want to hear is
The love of silence
Namibia * 01/08/2005 * Swakopmund – 4.00 pm

In ControVerso 2006