
O que estou a fazer?
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Pensar para quê?!
Sexo e Dia-a-Dia.
O abuso da sexualidade para fins...
Onde estamos nós, pais da nova angola?
Os pais ingleses revoltaram-se contra a publicidade nas cabines telefónicas.
Os nossos pais revoltaram-se contra a invasão colonial, e eu e tu o que estamos a fazer pelos nossos filhos.
O abuso, a obscenidade, a compra a grosso de
valores morais negativos são simplesmente o nosso pão do dia-a-dia. As fotos aqui expostas demonstram isso todos os dias.
Para o cidadão do umbigo* isto é irrelevante por acreditar que basta tr
atar das paredes da sua casa e o mundo lá fora passa ao lado. ''eu só preciso educar os meus filhos bem que essas questões não lhes tocam''. A verdade é que os pôsteres de mulheres semi ou quase nuas, extraídas de sites ou revistas pornográficas, estão a circular nos taxis, estão em frente as escolas, nas paredes do nosso super, próximos de esquadras moveis da polícia, junta a nossa bandeira nacional e muito mais.
Porque é que não se prende para começar os organizadores, passa-se multas aos designers?
As festas são destinadas a jovens. Onde se concentram os dois sexos.
Com que mentalidade se vai a uma festa da peladona, saia curta, ..., quando o pôster convite é com uma mulher atraente quase nua.
Pensa comigo:
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Que valores são adquiridos num ambiente a partida tão feroz?
Parece estúpido e conservador o meu lamento, mas dentro de 20 anos, como serão os pôsteres de festas nas ruas de Luanda?
E confesso que também não sei a resposta certa, mas tenho a certeza que o combate precisa começar agora!!
A sociedade também é falível, quando contrai mais valores negativos do que os positivos que desenvolve.
*Individualista absoluto
Kussi Bernardo
Luanda - Angola
Sexo e Dia-a-Dia.
O abuso da sexualidade para fins...
Onde estamos nós, pais da nova angola?
Os pais ingleses revoltaram-se contra a publicidade nas cabines telefónicas.
Os nossos pais revoltaram-se contra a invasão colonial, e eu e tu o que estamos a fazer pelos nossos filhos.
O abuso, a obscenidade, a compra a grosso de
valores morais negativos são simplesmente o nosso pão do dia-a-dia. As fotos aqui expostas demonstram isso todos os dias.
Para o cidadão do umbigo* isto é irrelevante por acreditar que basta tr
atar das paredes da sua casa e o mundo lá fora passa ao lado. ''eu só preciso educar os meus filhos bem que essas questões não lhes tocam''. A verdade é que os pôsteres de mulheres semi ou quase nuas, extraídas de sites ou revistas pornográficas, estão a circular nos taxis, estão em frente as escolas, nas paredes do nosso super, próximos de esquadras moveis da polícia, junta a nossa bandeira nacional e muito mais.
Porque é que não se prende para começar os organizadores, passa-se multas aos designers?
As festas são destinadas a jovens. Onde se concentram os dois sexos.
Com que mentalidade se vai a uma festa da peladona, saia curta, ..., quando o pôster convite é com uma mulher atraente quase nua.
Pensa comigo:
.jpg)
Que valores são adquiridos num ambiente a partida tão feroz?
Parece estúpido e conservador o meu lamento, mas dentro de 20 anos, como serão os pôsteres de festas nas ruas de Luanda?
E confesso que também não sei a resposta certa, mas tenho a certeza que o combate precisa começar agora!!
A sociedade também é falível, quando contrai mais valores negativos do que os positivos que desenvolve.
*Individualista absoluto
Kussi Bernardo
Luanda - Angola
A minha rua sempre um motivo de orgulho e, a minha casa o meu refúgio.
Fugindo as dores do dia,
Escondendo os tormentos da noite.
Nas últimas semanas umas máquinas de uma empresa não identificada tenham estado aparentemente a trabalhar para melhorar as nossas vidas, mas nos últimos seis dias depois de uma semana de intensos trabalhos nocturnos, as maquinas apenas dormem enquanto a minha rua desafia o rio Kwanza.
Num país em que a poeira e a pacanda são quentes, o conforto caseiro o prazer de regressar à casa para os nossos amados e espaço de liberdade total torna-se o nosso principal pilar de estabilidade emocional e física. Não vou escrever mais que as fotos...
Aconselha a minha sociedade mãe:
Mãe! Eu vi o fantasma social, a coisa está terrível lá fora
O Mundo está feroz, a sociedade está atroz, a vida está veloz,
Não há mais tempo para comer à mesa,
Passear durante o dia com os nossos filhos.
A rotina casa-trabalho dia-a-dia, dentro e fora,
Altas horas de consumo profissional e financeiro a colonizar-nos.
O ver família e brincar com os filhos virou excursão de museu,
Todos os nossos pilares em relação à família
Já não coadunam! Tudo desagua e sem açúcar!
Meus filhos quando saio e chego estão a dormir,
Sonhando como seria se tivessem uma mãe e 1 pai
Como no nosso tempo, anos setenta princípio de oitenta
E não dá para conciliar entra a necessidade do maldito dinheiro!
Ele, sim! O mesmo que diz que 100 mim Ninguém vive...
Tentamos colmatar, Oh! Minha Mãe!
Alugamos pais:
Um mais um – professores e mais uma colher – babas;
Quero meus pais – creche e rouba se preciso – sociedade...
Não está fácil mãe, não sei como será,
Não sei o que será, como serão meus netos,
Os pais dos meus netos e filhos dos meus netos!...
Porquê, Mãe, Que a vida correu assim!
Agora! Internet, Televisão, Engarrafamento, Individualismo...
Família só dentro de casa e amigos só no dinheiro.
Oh! minha mãe, é preciso resgatar os Valores Morais, Familiares e Sociais,
Senão é a morte da família e a vida vai continuar veloz, Minha mãe!
Não há como parar e teremos de educar a sociedade,
Arranjar tempo para a família e ajudar o próximo,
Mudar políticas de trabalho Já que a velocidade da vida não muda,
Vamos buscar o bom do passado e do presente e dar ao futuro,
Vamos ter um dia: de folga no trabalho,
De visitar a nossa família e passear com os filhos,
De sair com a parceira(o) e não esperar S. Valentim,
Melhorar o que fazemos agora!
Vamos mudar a sociedade, Minha mãe!
O que é preciso custa muito, não será pior continuar assim?
Aconselha-me, minha mãe,
Aconselha a minha sociedade, mãe!...
Luanda 27/02/2005 * Casa 142 - 1.36 pm, in ControVerso by Europress