quarta-feira, 5 de maio de 2010

António Francisco Sabalo

05/05/1950 - 16/11/2009
Falar de António Francisco Sabalo é simples e natural, é falar do meu Pai, de uma dor que carrego nos últimos seis meses desde que o meu Pai partiu. Deixo uma dor profunda, chorei com já mais me vi chorar. Para nós os filhos e mesmo para famílias e amigos de certa forma viamos ele com um ser muito forte e independente.
Para o meu Pai que hoje apagaria mais uma vela natalicia, o seu maior sonho sempre foi a construçao de uma família unida e de uma nação melhor para todos os angolanos. Em sua frequentes palavras ele dizia "Sou um político emprestado à gestão". Mas apesar de ser este político emprestado à gestão, fez sempre questão de ser bom naquilo que fazia, gostava de estar sempre actualizado na diversas máterias e principalmente nas escolas de gestão.
Com o meu Pai partilhei muitos momentos de alegria e debates sobre o conhecimento da gestão. Com o meu Pai também recebi inputs sobre como deveria seguir a minha carreira apesar da minha teimosia, arranjava sempre um espaço para a teimosia dele. "Emanuel tens que fazer telecomunicações", eu fiz Electrónica e Gestão, mas acabando por trabalhar em telecomunicações.
Partilhamos muitas ideias sobre amigos que fomos tendo em comum mas que não conheciamos para além dos livros, como o Peter Druker, Peter Senge e muitos outros pensadores da gestão. Era um amigo e encoragedor de minhas aventuras e sonhos. Dai que atrevo-me a atribuir-lhe o título do meu principal leitor, quando decidi que iria dar vida à uma outra vida em mim "Kardo Bestilo". Mas apesar de ele ter sempre dito que iria morrer cedo, eu pessoalmente nunca acreditei.
E hoje no dia do seu aniversário de sessenta rizonhas rotações ele não está aqui fisicamente, mas está em minha mente e coração.
Ao meu Pai eu dedico este momento de revisão de nossas vidas. Feliz aniversário meu Pai e descança em paz junto do criador!
05 de Maio de 2010

quinta-feira, 25 de março de 2010

Quicombo Já Foste Linda

A minha rua sempre um motivo de orgulho e, a minha casa o meu refúgio.


Fugindo as dores do dia,

Escondendo os tormentos da noite.


Nas últimas semanas umas máquinas de uma empresa não identificada tenham estado aparentemente a trabalhar para melhorar as nossas vidas, mas nos últimos seis dias depois de uma semana de intensos trabalhos nocturnos, as maquinas apenas dormem enquanto a minha rua desafia o rio Kwanza.

Num país em que a poeira e a pacanda são quentes, o conforto caseiro o prazer de regressar à casa para os nossos amados e espaço de liberdade total torna-se o nosso principal pilar de estabilidade emocional e física. Não vou escrever mais que as fotos...








segunda-feira, 8 de março de 2010

A Morte Da Família


Aconselha a minha sociedade mãe:

Mãe! Eu vi o fantasma social, a coisa está terrível lá fora

O Mundo está feroz, a sociedade está atroz, a vida está veloz,

Não há mais tempo para comer à mesa,

Passear durante o dia com os nossos filhos.

A rotina casa-trabalho dia-a-dia, dentro e fora,

Altas horas de consumo profissional e financeiro a colonizar-nos.

O ver família e brincar com os filhos virou excursão de museu,

Todos os nossos pilares em relação à família

Já não coadunam! Tudo desagua e sem açúcar!

Meus filhos quando saio e chego estão a dormir,

Sonhando como seria se tivessem uma mãe e 1 pai

Como no nosso tempo, anos setenta princípio de oitenta

E não dá para conciliar entra a necessidade do maldito dinheiro!

Ele, sim! O mesmo que diz que 100 mim Ninguém vive...

Tentamos colmatar, Oh! Minha Mãe!

Alugamos pais:

Um mais um – professores e mais uma colher – babas;

Quero meus pais – creche e rouba se preciso – sociedade...

Não está fácil mãe, não sei como será,

Não sei o que será, como serão meus netos,

Os pais dos meus netos e filhos dos meus netos!...

Porquê, Mãe, Que a vida correu assim!

Agora! Internet, Televisão, Engarrafamento, Individualismo...

Família só dentro de casa e amigos só no dinheiro.

Oh! minha mãe, é preciso resgatar os Valores Morais, Familiares e Sociais,

Senão é a morte da família e a vida vai continuar veloz, Minha mãe!

Não há como parar e teremos de educar a sociedade,

Arranjar tempo para a família e ajudar o próximo,

Mudar políticas de trabalho Já que a velocidade da vida não muda,

Vamos buscar o bom do passado e do presente e dar ao futuro,

Vamos ter um dia: de folga no trabalho,

De visitar a nossa família e passear com os filhos,

De sair com a parceira(o) e não esperar S. Valentim,

Melhorar o que fazemos agora!

Vamos mudar a sociedade, Minha mãe!

O que é preciso custa muito, não será pior continuar assim?

Aconselha-me, minha mãe,

Aconselha a minha sociedade, mãe!...

Luanda 27/02/2005 * Casa 142 - 1.36 pm, in ControVerso by Europress

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Angolinização de um País


Aki em Angola o mambo é assim...


Apesar dos adptos experientes (Os que não acreditam), o país nunca esteve tão vestido de vermelho e preto.


... Sou Palanka Negra até ao fim.


Os palankas conseguiram em dois jogos contrariar e trazer resultados positivos, é claro que o primeiro jogo foi duro de engolir para todos os angolizados. Mas também foi importante para aprendermos a importância da gestão do tempo e o jogo tático, o que contribuiu para a vitória do segundo jogo.


Hoje é o dia D, assim como serão todos os jogos de aqui para frente.


E eu acredito que podemos ganhar este jogo (Angola x Argélia) e como a bola é redonda , os nossos palankas podem mesmo levar os nossos corações à emoções que nunca vivemos em toda esta vida de 34 anos de Angola independente.


Por isso faltam 20 minutos e vou ter que bazar...


Força Palankas, eu acredito nos 3 pontos hoje.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Saudades Eternas

Não é todo o dia que há força
Sinto falta da voz e conversas
Minha escrita construi-se em noite escura
Quero teu conselho amigo

Quero chamar-te Pai...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Assim

Incrivel é o momento que vivo,
Incrivel é toda a dor e momentos
A luz raiar e a esperança persistir
Os labios desertarem e o sorriso insistir

As lágrimas nadarem em meu mar
Os caracois da ideia confudirem o céu

Assim...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A Moda da Minha Praça

Não sei há quanto tempo isto corre...
A verdade é que na minha praça já está a tornar-se moda criar concursos e decidir que ninguém ganha. É interessante porque na realidade se eu decido criar também devo certamente poder decidir não dar o prêmio, será?! ou não será?!
2010 será para o Mundo o ano do Futebol com a realização de sabor a África. Vamos ter logo no arranque do ano o antigo CAN, que agora foi engolida pela laranja e depois temos o Mundial de Futebol.
Onde eu preciso da tua ajuda é para perceber o que aconteceria se a FAF/FIFA no final do campeonato decidisse que ninguém ou melhor nenhuma das equipas demonstrou qualidade de jogo e que por essa razão não haveria campeão mundial.
Pois é, é exactamente este cenário que está a viver o mundo da cultura Angolana. Instituições realização galas, criam prêmios de caracter nacional e depois argumentam que as obras não tiveram qualidade e por esta razão não atribuiem os prêmios.
No meu ver que pouco ou nada entendo de premiação e concursos ou seus regulamentos, acho que deveriamos sempre atribuir o prêmio ao melhor entre os medíocres se assim achamos que o são, de formas à que no próximo ano tenhamos mais qualidade e concorrência.
Esta moda já parece um aborto cultural, ou será que os juries também ainda são os jogadores?
O que é que dizes?