quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Às Vezes Queremos Ser Desorganizados


Um Acordar Para Não Calar
Kussi Bernardo


Talvez o título queira ser mais exigente do que o que eu trago hoje para a mesa da escrita. Na realidade tudo o que quero dizer termina com uma simples frase “nunca mais escrevi”. Não sei se é por opção ou por falta de disciplina, mas de facto no meu mundo nós às vezes queremos ser desorganizados por motivos mil e quinhentos.

A organização implica estratégia, reflexão, analise entre outras linhas que não vou aqui pintar. Como consequência do processo organização acabamos por ganhar consciência das coisas ou como dizem los outros “maturidade”.

Maturidade nos meandros da má gestão pode significar a morte intelectual ou a frustração humana, uma vez que a morte física já não é uma comodidade na minha cidade pelo menos, mas não deixa de ser um acordar para não calar.

Ontem conheci o Madeira, um jovem de 60 – 70 anos de idade mais ou menos, apesar dos seus cabelos brancos e pele corada de tanto sol da vida, mostrou-me que está determinado em não deixar de ser jovem e, continuar a questionar e a lutar pelos seus direitos e as coisas certas numa sociedade.

Antes do dia antes de ontem descobri, como se usa-se um cobertor ou coisa assim (hihihi), que agora também carrego um fio de cabelo branco entre os muitos que ainda são pretos e com brilho.

Mas a estúpida verdade é que para ser organizado cá entre nós significa ainda pensar em... será que vai faltar luz, onde é que posso comprar uma cisterna de água limpa a bom preço, ficar quatro horas na fila para encher o depósito de combustível do carro, cair num buraco para falar um..., ser pedreiro, arquitecto, porteiro e ainda engenheiro e, não ter uma casa digna à venda dentro do meu dinheiro, fazer além do nosso limite como escravos ao pôr-do-sol para receber um satisfatório como elogio ou classificação de um...

...bem é melhor ser desorganizado e não pensar em nada disto e apenas beber a minha cuca até fundir a cuca para poder chegar a velhice.

Mas infelizmente a minha avô não me educou assim! Ela sempre disse “tens que ser sempre o melhor naquilo que decidires fazer, se fores pedreiro seja o melhor, se fores advogado seja o melhor, se fores apanhador de lixo seja o melhor, porque os melhores sempre brilham” Nina Faria.

E para piorar ainda mais a coisa a minha consciência e Kardo ensinaram-me que devemos fazer do bem fazer uma cultura. “Temos que ter a cultura de fazer e bem as coisas, senão um dia quando temos uma oportunidade melhor não teremos a cultura de fazer e, por mais que nos paguem melhor não vamos necessariamente fazer melhor” Kussi Bernardo Management (KBM).

Isto é mesmo controverso, talvez tenha sido por isso que escolhi um título assim “ControVerso”, por ser a forma de dizer tudo em uma palavra sem dizer quase nada será?!!

Seja como for, a minha forma mental precisa de férias, mas de qualquer forma bem-vinda(o) ao meu ano de 2009 e, desculpa-me por querer ser também desorganizado e seguir a onda do silêncio.

“O que é bom deve ser partilhado” KB

3 comentários:

THIERRY SUEZ disse...

Este post apanhou-me de surpresa porque foge muito do teu estilo. Um desabafo e sempre um desabafo. As vezes sem querer transformamos esses desabafos em coisas desempoeiradas aos olhos de quem ja se cansou da poeira, dos buracos e do barulho em que se transformou a nossa sociedade. Como gosto de temas do dia-a-dia e de reflexoes que surgem do nosso amago dai ter-te dedicado algumas palavras para dizer-te que fico feliz com a tua "potencia".

Que continues assim... CONTROVERSO*

Aos conhecedores da bem estruturada e oficial lingua portuguesa perdoem-me a falta de acentos nas palavras ... O meu teclado e globalizado e portanto nao ha "assentos" para tais derivacoes.

Kardo Bestilo disse...

Suez,

Até a mim... e reparas-te na foto da mãe da humanidade? Obrigado pela honra de ter algumas palavras de Thierry e força para continuar.

Quanto a acentuação, don´t worry, o importante é comunicar e contribuir para humanidade.

Um abraço

AS MASMORRAS DA " DISA " & LAGRIMAS SANGRENTAS disse...

Acabei de entrar sem pedir licença e como me sinto bem,creio que ficarei por aqui.

Entrei para te conhecer mais de perto.Acredite, que não foi fácil localizar-te.

Tentei a minha sorte ! E como sempre ,acreditando,de que,o homem que vai mais longe,é quase sempre aquele que tem coragem de arriscar.

Arrisquei e encontrei-te ainda bem.Teu livro despertou-me este interesse e não imaginas,o que vai dentro de mim,ao saber,que finalmente,valeu a pena arriscar.

Antes de dizer-te exatamente quem sou,gostaria que me escrevesses e me falasses um pouco dos teus projetos e de como estás de saúde.

Aqui tens os meus contatos:

fvumby@gmail.com ou

foru.livre.op.j@gmail.com.

Recebe um fraterno e leal abraço
Transmite as minhas saudações aos teus irmãos.

Fernando Vumby